“Meus versos nascem como quem dá luz a um único filho, em gestações que podem durar uma vida ou segundos...” (Chris Amag)



terça-feira, 29 de setembro de 2009

Lagarta

foto Mariah














Verde, desenhada, esculpida
Como uma obra de arte.
Suas ondulações mostram vida,
O seu tamanho fragilidade.

Caiu de uma folha, já retalhada,
Uma refeição antes da “hibernação”,
Ficou desorientada a coitada,
Perdeu pelo cimento a direção.

De longe, eu observava o sofrimento
E já caminhava para lá,
Quando de repente um menino
Sem pensar na sua dor, a esmagou.

Pude ver as suas lágrimas esverdeadas
A pintar o cimento cinzento,
E o menino olhando os seus pés
Para ver ser estavam grudentos.

Senti pena... Não da lagarta,
Senti pena do menino,
Pois ele não sabia que o escultor
Era o nosso criador.

Esse menino ainda não aprendeu
Sobre o dom supremo que é o amor,
Amor pelas pequenas coisas,
Pelos seres que Deus criou.

Esse menino jamais verá a borboleta
Que essa lagarta ia se tornar,
Quem sabe até já aprisionou outras,
Que não conseguiu antes esmagar.

Ele também é uma lagarta,
Não quero que seja esmagado pela vida,
Quero que conheça a cristo
E nunca mais faça isso!

Chris Amag
15.09.09
21h21

5 comentários:

Felipe Rafael disse...

Obrigado por me ensinar a cuidar de Mariana!

Matheus disse...

professora

é o matheus do 6 a

gostei muito desse poema

Jade Almeida disse...

muito legal!

adorei!

de:jade 6a

Chris Amag disse...

Rafael, você que me ensinou muitas coisas... Querido Peter Pan!

....

Matheus e Jade, fiquei muito feliz com a visita de vocês, voltem sempre!

nanda disse...

já que vc sumiu de lá...vim te procurar aqui, rsrsrsr...
amei este poema! aliás, sempre gostei de poemas, apesar de não ser muito boa para criá-los...
Mas cada um tem seu dom não é? e dom é um presente de Deus para nós e o que fazemos com esse dom é nosso presente para Deus.
Que bom que não enterrou o seu...
Deus te abençoe! bjks, fe