“Meus versos nascem como quem dá luz a um único filho, em gestações que podem durar uma vida ou segundos...” (Chris Amag)



quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Primavera sem flores

foto Mariah











As árvores choram quando sentem a morte.
Suas folhas escorrem pelo tronco que treme.
Os pássaros espirram dos seus galhos,
Desorientados, coitados, perdem o seu norte.

Ninguém entende, olhos perplexos, um vazio,
No lugar do verde: um tapete de cimento frio.
Um lugar sem alma, um coração arrancado,
Apenas mais espaço para aglomerar pessoas.

Temo que a chuva se afogue em sua tristeza
Por não ter onde enxugar as suas águas.
A terra não mais será o seu conforto,
Pois estará coberta por um gélido concreto.

E tudo que vejo, quando observo a triste paisagem,
É um monstro feroz arrancando nos dentes a anfitriã,
Uma árvore frondosa que nos recebia todas as manhãs...
Um pedaço de mim foi com ela, nesta primavera.

Chris Amag
01-10-09
21h18


Poema sobre o acontecimento de hoje

2 comentários:

Mariah disse...

Lindaaaa!!!!!!

Anônimo disse...

liiindo !!!!


leticia