“Meus versos nascem como quem dá luz a um único filho, em gestações que podem durar uma vida ou segundos...” (Chris Amag)



segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Sótão

foto Mariah














Ainda não consegui pegar meus versos,
empoeirados em algum lugar do sótão,
de momentos importantes já me esqueço,
e entristeço-me quando penso que desbotam...

Lá grita uma criança abandonada e sozinha,
Lá ama uma adolescente de forma ingênua,
Muitas trovas feitas, infantis historinhas
E versos introspectivos que ler vale a pena.

Não sei se reviver todos os momentos
Possa fazer ao meu coração algum bem,
Mas pelo menos me tirará do tormento
De não mais me lembrar do que lá tem.

Não sei se é o medo da altura ou do abandono,
Quem sabe o medo de algum bicho venenoso...
Mas começo a acreditar e não me engano
Que tenho medo é de sentir algum remorso...

De algo que quis ser e não consegui,
De alguém que amei e perdi,
Da vida que passou sem ser vivida
E encontrar lá uma dolorosa despedida.

Chris Amag

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