“Meus versos nascem como quem dá luz a um único filho, em gestações que podem durar uma vida ou segundos...” (Chris Amag)



quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Dia dos Pais



“Como se fosse a primeira vez”


Nestes últimos dias, tenho ouvido as mesmas histórias que conheci na infância, personagens e espaços que não envelheceram, um narrador que sempre faz parte da história...

Antes, elas pareciam mágicas, convidavam-me a participar de uma viagem em trens voadores que corriam sem trilhos pelo céu azul contornados de algodão-doce...

Hoje, quem as recebe já não vê um mundo tão colorido assim, o herói perde a capa e arrasta os pés que tentam levar o corpo pesado... Os trens estão encostados, enferrujados em qualquer canto do passado ou em uso em um lugar onde a modernidade não tenha alcançado...

E para confortar esse herói que já não pode voar, ouço atentamente, “como se fosse a primeira vez”, tento reviver cada emoção que vivi quando criança e assim, dou um pouco de felicidade para ele e sobra um pouquinho para mim também...

Chris Amag

12 comentários:

"Hamilton H. Kubo - Profundo Pensar" disse...

Perfeita sua poesia Chris, e espero que a modernidade jamais alcance certos sonhos, poucas histórias que no fim se resumem em vida!

Beijos

Cida Kuntze disse...

Que lindooo Chris!!!
Saudades do meu pai...
Um beijo querida, que o Senhor continue te abençoando.

(CARLOS - MENINO BEIJA - FLOR) disse...

Continue assim, revivendo essas emoções como se fosse sempre a primeira vez. Os pais merecem. Beijos

Anônimo disse...

Olá Chris, você falou pouco e falo tudo... falou do verdadeiro heroi!
Um talento maravilhoso esse...atinge nossa alma.
Um grande abraço
Sidney
( papodedesenhista.blogspot.com)

Maria disse...

Amiga, lindissima homenagem.
Aproveite ao máximo o fim de semana, viva cada momento com alegria e deixe entrar a felicidade no seu coração.
“Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.” (Oscar Wilde)
bom fim de semana
Bjs do tamanho do infinito
Maria

Machado de Carlos disse...

Você conseguiu me levar ao passado. Da Mari-Fumaça das linhas de ferro do Paraná, do primeiro gibi do Pato Donald que conheci ao chegar a Ribeirão Preto. Naquele tempo aprendi a ler com as fantasias, ainda em preto e branco das revistas do Fantasma, Super-Homem, Tarzan, etc. Sem contar com as matinês do cinema. Cada filme era uma aventura.
Hoje a Modernidade traz tudo à nossa frente e sem esforço. As coisas parecem mais robotizadas.
Obrigado pelo seu comentário. Sinto-me “importante” com a sua companhia!
Um Abraço!
Bjs.

Cida Kuntze disse...

Oi querida Chris!
Passando por aqui pra dizer que SEMPRE lembro de você.
Que o Papai do céu SUPRA TODAS AS TUAS NECESSIDADES, sejam quais forem. Que Ele te dê a graça necessária para esperar o que ainda não podes receber, pois a Seu tempo ele dará. E que a Sua alegria esteja sempre no teu coração.
Um beijo e obrigado pelo teu carinho.

MEU MUNDO E NADA MAIS... disse...

chris, adorei o seu texto.
tenha um lindo
domingo minha amiga
bjs!!!

campo das letras disse...

Tive um pai e nem foi herói. Eu o sentia meio como o monstro do armário.
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Mas aí cresci e descobri que nem era tão monstro assim. Era apenas alguém lutando contra coisas que eram muito maiores do que ele e que nem ele mesmo entendia.
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Ele não se entendia. Hoje eu o entendo.
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Portanto, entendi bem o que disseste no meu canto: sentir saudades do que ainda não se teve
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Gostei do que li aqui. Gosto desta troca que se dá entre esses preciosos cantos.
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Meu abraçao! Do jeito gaúcho! rs

Cida Kuntze disse...

Bom dia Chris querida!
Gostei muito do seu comentário.
É isso mesmo, nossos atos falam muito por nós. Se ele se sente tímido para falar, deve com atitudes dar um bom testemunho, pois uma hora alguém pergunta o porquê ele é diferente, então poderá contar as Boas Novas.
Sempre lembro de você e sua família nas minhas orações.
Um beijo.

Cida Kuntze disse...

Chris, passando pra deixar um beijo.

Beatriz Prestes disse...

Que momento lindo minha amiga!
Uma homenagem que cabe em todos os corações!
Beijo carinhoso
Bea