“Meus versos nascem como quem dá luz a um único filho, em gestações que podem durar uma vida ou segundos...” (Chris Amag)



terça-feira, 21 de agosto de 2012

Adeus Amor

Imagem da internet

Esqueça dos poemas que lhe fiz
Da minha voz no silêncio da noite,
Esqueça do meu ciúme bobo
E da minha imaturidade...

Tentarei esquecer que nunca foi meu,
Que foi de todas, de todos, menos meu...
Que enquanto esperava a sua resposta,
Era para outras a quem dirigia a palavra...

E assim, depois de tanto tempo,
Hoje me escapou uma lágrima quente,
Não me lembrava mais do gosto dela,
Desaprendi a fazer lágrima...

Não se surpreenda com o meu exagero,
É que eu queria você por inteiro,
De metade só quero a que me completa...
Se não pode ser assim, então não quero.

Adeus, amor... e também “adeus ao amor...”
Não quero mais amar como eu amei,
Quero agora apenas andar de mãos dadas
E dar a outro o beijo que não lhe dei...

Maria Cristina Gama

10 comentários:

Luís Coelho disse...

Um bonito poema.
Amar por inteiro e não apenas por metade. Como seriamos mais felizes se entendêssemos sempre o amor e ele nos completasse.

Por vezes de tanto amar causa saturação e os intervenientes começam a afastar-se. É preciso criar novas pontes e ser mais criativo para não se cair na rotina que mata.

Arnoldo Pimentel disse...

Um poema simplesmente lindo, sentido, intenso.Parabéns poetisa.Beijos.

Fernando Santos (Chana) disse...

Belo poema...Espectacular....
Cumprimentos

Lúcia Soares disse...

Amiga
belo poema, uma noite maravilhosa amiga beijinhos

Maria Rodrigues disse...

Minha amiga lindo e nostálgico poema. O amor tem realmente de ser por inteiro, nem sempre é fácil de encontrar, mas nunca podemos desistir de um dia encontrar a nossa alma gemea...
Beijinhos
Maria

Teacher Patrícia disse...

Lindo poema!! Adorei...

Um abraço, amiga!

Bruxa disse...

Nossa!
Deu pra sentir a dor no peito lendo esse poema cheio de sentimento.
Vc escreve muito bem, parabéns!

Abraços e ótimo final de semana.

ALUISIO CAVALCANTE JR disse...

Querida amiga

Quem dera
que pudéssemos
dar adeus ao amor.
Mas é o amor
que decide até
quando nos
deseja habitar,
e escolhe a hora
de se mudar de nós...


Que haja sempre em ti,
o olhar da alegria.

António Jesus Batalha disse...

Olá , passei pela net encontrei o seu blog e o achei muito bom, li algumas coisas folhe-ei algumas postagens, gostei do que li e desde já quero dar-lhe os parabéns, e espero que continue se esforçando para sempre fazer o seu melhor, quando encontro bons blogs sempre fico mais um pouco meu nome é: António Batalha. Como sou um homem de Deus deixo-lhe a minha bênção. E que haja muita felicidade e saude em sua vida e em toda a sua casa.
PS. Se desejar seguir o meu blog,Peregrino E Servo, fique á vontade, eu vou retribuir.

Cida Kuntze disse...

Oi amiga querida!
Lendo o teu poema chegou a me dar um aperto no coração.
Quantos vivem essa dor... de dizer adeus ao seu amor.
São sempre tão intensos os teus poemas.... lindos demais.

Chris, desculpa a ausência, estou vindo pouco na internet, mas vou colocando a leitura em dia.

Beijos carinhosos de quem nunca esquece de você!