“Meus versos nascem como quem dá luz a um único filho, em gestações que podem durar uma vida ou segundos...” (Chris Amag)



sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Meu primeiro amor

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Com um vestido branco e vermelho,
Equilibrava-me nos meus saltos,
Embaixo de um guarda-chuva preto,
Daquele dia, jamais me esqueço...

Era uma rua de terra, cheia de barro,
E eu tinha que atravessar toda ela...
Afundava o meu branco sapato,
Como se estivesse em uma passarela...

Chegava de uma outra cidade,
Com malas de roupas no braço,
Tinha ainda pouca idade,
Mas conhecia bem aquele pedaço.

De repente, alguém abaixou,
Olhando-me por baixo do guarda-chuva,
Me deu um sorriso largo e se apresentou,
E eu fiquei paralisada, quase muda...

Deste encontro meio desajeitado,
Nasceu um grande amor,
A casa dele ficava do outro lado...
Da minha janela, eu o via no telhado.

Muitos chocolates me dava no portão,
O mais gostoso era o “Sensação”...
Assim, ele sempre adoçava o meu dia,
Estar perto dele, era o que eu mais queria.

Depois veio o primeiro beijo,
Depois outro e outros mais...
Mesmo sendo namoro proibido,
Não permitido pelos nossos pais.

O final desta história?
Quer saber mais?
Do primeiro amor
A gente não esquece jamais.

Chris Amag

Um comentário:

Dilmar Gomes disse...

Querida amiga Chris, realmente, a gente nunca esquece o primeiro amor.
Um abraço. Tenhas um lindo fim de semana.