“Meus versos nascem como quem dá luz a um único filho, em gestações que podem durar uma vida ou segundos...” (Chris Amag)



domingo, 6 de outubro de 2013

Acabou o calor humano

Corbis-imagens

Sou do tempo em que “Feliz Aniversário” se dava pessoalmente, com abraços e presentes; que os encontros e convites eram feitos por telefone, quando podíamos ouvir uma voz do outro lado: o prazer da suavidade da voz, e a gente poder dizer o que está sentindo, discutir por que ir ou não ir, e até mesmo mudar de ideia depois de uma boa conversa... Sou do tempo em que éramos surpreendidos com uma visita inesperada, o toque da campainha ou do interfone, fazendo o nosso coração disparar de felicidade (ou não)... de quando chegavam e colocavam as mãos nos nossos olhos e tínhamos de adivinhar quem era... Sou do tempo em que os namoros eram encantados, que a gente ficava no portão esperando o nosso amor passar, só para ganhar um sorriso e um olhar, que ia lá dentro dos olhos e dava aquele friozinho na barriga. Agora o que nos resta são mensagens prontas, que nos mandam pela rede social, copiadas de alguma página específica, agora o que nos resta é a emoção de ver um “in-box” aceso... Agora o que nos resta é um toque no celular, avisando que chegou mensagem... Queria voltar ao tempo quando tudo era pura sinestesia... (Maria Cristina Gama)

3 comentários:

Ygo Maia disse...

Verdade pura esse seu texto. É assim mesmo que as coisas funcionam hoje em dia. Essa nova geração virou prisioneira da tecnologia e o calor humano é agora é raro.

Indiquei seu blog em uma tag. Segue o link:

http://ymaia.blogspot.com/2012/03/tag.html

Beijos!

ALUISIO CAVALCANTE JR disse...

Querida amiga

Ler palavras que nos toquem
o coração,
é como chegar as estrelas
nos braços da luz.

Que haja sempre em ti,
tempo para estar a sós contigo
para ouvir a música do teu coração...

Cida Kuntze disse...

Querida Chris, também sou desse tempo e sinto saudades.

Tempo em que nem se precisava ligar pra marcar uma visita.

Na minha casa sempre o portão estava aberto e não faltava um pedaço de bolo pra servir pras visitas, podia ser num final de semana, ou numa segunda-feira, sempre minha mãe estava disposta a receber alguém. Mesmo com muito trabalho em casa, não faltava a alegria pra parar um pouco pra uma "boa prosa".
Ai que saudades desses tempos...

Amei seu poema.
Beijos.