“Meus versos nascem como quem dá luz a um único filho, em gestações que podem durar uma vida ou segundos...” (Chris Amag)



quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Medo


A poesia é para o poeta como uma psicóloga
Que ouve tudo quase calada, que não diz nada,
Mas seus olhos, perplexos, nos interroga,
E os versos respondem perguntas não feitas...

A poesia nos desnuda, deixa a boca do poeta muda,
Arranca-nos o mais profundo sentimento, sem dó,
Mostra como o coração doente quase não pulsa,
E faz o poeta se sentir completamente só...

E é ela, essa poesia que arranca da gente, sem piedade,
Toda aquela dor que nos mata por dentro pouco a pouco,
Aquele medo de tudo acabar de repente, sobrar o vazio...
E eu tenho medo de perder algo que nem cheguei a ter.

Maria Cristina Gama




Um comentário:

Ygo Maia disse...

Medo congela a gente. Ele é necessário para o nosso crescimento, mas quando nos tornamos prisioneiros dos nossos medos, não dá para seguir em frente.
Beijos!
http://ymaia.blogspot.com.br/