“Meus versos nascem como quem dá luz a um único filho, em gestações que podem durar uma vida ou segundos...” (Chris Amag)



quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Não entendo...



Não entendo mais de amor,
Quando penso que as silhuetas ganham cor,
As sombras se misturam nas incertezas,
E todos os sonhos acordam sem memória
E eu fico sem a minha história, sem reticências...

Não entendo mais de amor,
O ontem ficou longe demais
E o futuro já não existe mais,
Estou no meio de um presente incerto,
Uma flor tentando nascer no deserto.

Não entendo mais de amor,
Até os pássaros estão silenciosos...
E o céu puxou um véu no seu rosto,
Não existe barulho lá fora...
O único som agora é do meu coração.

Maria Cristina Gama
...


Um comentário:

Maria Rodrigues disse...

Minha amiga por vezes é dificil entender o amor por mais que se tente. Afinal no amor é sempre necessário duas almas independentemente do relacionamento (companheiros, pais e filhos ... ) e elas têm de estar em plena sintonia e isso nem sempre acontece.
Nostálgico e belo poema.
Beijinhos
Maria