“Meus versos nascem como quem dá luz a um único filho, em gestações que podem durar uma vida ou segundos...” (Chris Amag)



sábado, 1 de novembro de 2014

Saudade...


Olhar fotografias antigas arranca tudo da gente: lágrimas, risadas, cheiros, sensações, mas só não arranca a saudade... Ah que vontade que eu tenho de viver tudo outra vez, só para fazer tudo diferente, não ter medo de nada, arriscar mais, amar mais e, principalmente, dizer coisas que eu nunca disse e hoje não posso mais dizer... O tempo passa, as pessoas passam, mas o sentimento fica e se eu pudesse voltar, voltaria aos meus cinco anos, pois aos cinco anos eu já sabia experimentar sensações de desejos de felicidade eterna, mas sabia que eram desejos, pois podia sentir o mundo em minha volta descolorindo. Hoje eu sei que eu poderia ter colocado cor em meu caminho, bastaria um gesto, uma palavra e aquela criança poderia ter mudado o mundo, o meu mundo... (Maria Cristina Gama)

Um comentário:

luís rodrigues coelho Coelho disse...

Rever as nossas fotos é regressar aqueles momentos que conservamos dentro de nós.
Estes dois factores conjugam-se plenamente.
A saudade toma-nos inteiramente ao reviver cada momento que as fotos nos mostram do passado.