“Meus versos nascem como quem dá luz a um único filho, em gestações que podem durar uma vida ou segundos...” (Chris Amag)



sexta-feira, 7 de novembro de 2014


Existem pessoas que se distraem olhando nuvens, olhando pássaros construindo ninhos, com poças d´água depois da chuva, com peixes coloridos se movimentando no aquário e com a orquestra de sons que a rua toca quando elas passam...  Existem pessoas que não olham para o céu, não sabem como um ninho aparece em cima de uma árvore, não param para ver os peixes no aquário e o barulho da rua é uma confusão de sons insuportáveis... Para essas pessoas falta poesia... Não percebem que razão e emoção devem caminhar juntas, pois não existe descoberta sem curiosidade, sem coração acelerado, sem pausa... Então, quando o céu estiver estrelado, deixe as estrelas refletidas em seus olhos, pare para ouvir cada som, sinta o cheiro da terra depois da chuva e faça da sua vida uma eterna sinestesia. (Maria Cristina Gama)

2 comentários:

luís rodrigues coelho Coelho disse...

Nem sempre assim acontece. Muita vezes o nosso regresso a casa aumenta o nosso sofrimento pela escassez de pão e de amor. Muitos dias a nossa casa não é um porto de abrigo.
Seria maravilhoso que o nosso lar e a nossa casa fosse esse lugar encantado.

A nossa luta deve ser no sentido de construir esses muros de amor que nos abrigam das intempéries diárias.

Maria Rodrigues disse...

Como é bom sentir o cheiro da terra molhada, olhar as estrelas e deixar a alam divagar.
Linda reflexão minha amiga.
Beijinhos
Maria