“Meus versos nascem como quem dá luz a um único filho, em gestações que podem durar uma vida ou segundos...” (Chris Amag)



quinta-feira, 8 de outubro de 2015

A leveza dos gestos


Quando a criança morre, morre com ela a pureza do olhar, a leveza dos gestos, o sorriso espontâneo e a felicidade que existe nas pequenas coisas, como: a grama que faz cócegas nos nossos pés, o banho de chuva que cola a roupa no corpo, a mão estendida, cheia de inocência, esperando um pássaro posar. Então, a gente cresce, e já não temos tempo de apreciar os desenhos que as nuvens fazem no céu... Os gestos são duros, a grama é seca, e nos escondemos da chuva... O pássaro, ah o pássaro, este já não voa, tem medo de gente, esconde-se nas copas das árvores e dele só ouvimos o canto, ele não tem cor, nem forma, é apenas uma melodia que vem para nos lembrar que a criança está dentro de nós, querendo brincar, temos de permitir que ela se mostre, ou morreremos de velhice mesmo na mais tenra idade. (Maria Cristina Gama)

Um comentário:

Cida Kuntze disse...

É verdade Chris, precisamos deixar a criança que está dentro de nós viver.
Acho tão triste não ver as coisas de uma ótica mais pura e infantil.
Que possamos ser sempre igual crianças, pois delas é o Reino dos Céus!
Beijos querida.