“Meus versos nascem como quem dá luz a um único filho, em gestações que podem durar uma vida ou segundos...” (Chris Amag)



quinta-feira, 15 de setembro de 2016

EU E O TEMPO





Novamente o tempo, é com ele que eu brigo, é ele que eu amo e que não amo (usando de eufemismo), o tempo me sufoca quando me aperta e me enche de angústia quando fica muito longe. Eu não posso viver assim, presa no tempo, não gosto de relógios, não gosto de esperar e ser esperada. O tempo não respeita o meu tempo e não me revela o que existe no fim dele, a única coisa que o tempo me mostra é que ele não pode ser desculpa para a minha procrastinação, pois isso não é pela falta de tempo, mas por deixar se esgotar o último minuto, como se fosse possível caber dentro desse minuto todo o tempo que eu perdi. (Maria Cristina Gama)
.
.
.

Nenhum comentário: