“Meus versos nascem como quem dá luz a um único filho, em gestações que podem durar uma vida ou segundos...” (Chris Amag)



quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Desaprendi a fazer lágrima



Tem uma lágrima aqui presa que me tira o ar,
Ela não quer chorar, parou na janela aberta,
Transformou tudo em minha volta em mar
Sem qualquer mínima gota derramar...

Tem uma lágrima me apertando a garganta,
Com suas mãos quentes, com gosto de sal,
Queria arrancá-la daqui, mas não adianta,
Ela não sente a menor vontade de sair.

Eu não me lembro como se faz lágrima,
Faz tanto tempo, que desaprendi...
Pela falta de uso, esqueci...

Esqueci que o choro lava a alma,
Esqueci que o choro acalma,
Preciso nascer de novo!


Maria Cristina Gama
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Um comentário:

Cida Kuntze disse...

Que lindo poema Chris!
Muito lindo mesmo...
Beijos.