“Meus versos nascem como quem dá luz a um único filho, em gestações que podem durar uma vida ou segundos...” (Chris Amag)



quarta-feira, 15 de março de 2017

Não tente entender



Desculpe-me se ando ausente,
Ando um pouco fora de mim,
Ando de tudo muito descrente,
Creio que nunca me senti assim...

Ando sem sentir o chão,
Sem paciência de perdão,
Sem tolerância com mentiras,
Perdida nas esquinas...

Se quiser saber onde estou,
Procure-me nas nuvens que apagam,
Lá, aonde o vento me levou,
Onde meus pensamentos vagam...

Se quiser mergulhar em mim,
Pegue um barquinho e um remo,
Meus olhos andam marejados,
Cheios de onda de mar salgado...

Só tome cuidado com o canto da Sereia,
Não vá muito fundo, longe da areia,
Que te arrasto para dentro do meu coração
E não devolvo nunca mais!

Maria Cristina Gama

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