“Meus versos nascem como quem dá luz a um único filho, em gestações que podem durar uma vida ou segundos...” (Chris Amag)



segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Onde vejo Deus


Nas árvores que balançam suas folhas quando passo,
No vento que sussurra segredos no ouvido da gente,
Nos seres que desfilam perto dos meus pés descalços,
Que mostram como a vida é frágil, mas tão surpreendente!

Eu o sinto na chuva que cai e molha o meu rosto,
No sorriso anônimo que passa e se abre para mim,
No inverno cheio de sol do mês de agosto.
No tecido que enche a minha mão de cetim.

Vejo Deus na simplicidade da vida,
No tempo que não passa, mas nos lapida,
Em todo canto onde meus olhos passeiam
E contemplam o amor do criador.


Maria Cristina

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