“Meus versos nascem como quem dá luz a um único filho, em gestações que podem durar uma vida ou segundos...” (Chris Amag)



quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Desaprendi a fazer lágrima



Tem uma lágrima aqui presa que me tira o ar,
Ela não quer chorar, parou na janela aberta,
Transformou tudo em minha volta em mar
Sem qualquer mínima gota derramar...

Tem uma lágrima me apertando a garganta,
Com suas mãos quentes, com gosto de sal,
Queria arrancá-la daqui, mas não adianta,
Ela não sente a menor vontade de sair.

Eu não me lembro como se faz lágrima,
Faz tanto tempo, que desaprendi...
Pela falta de uso, esqueci...

Esqueci que o choro lava a alma,
Esqueci que o choro acalma,
Preciso nascer de novo!


Maria Cristina Gama
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terça-feira, 29 de novembro de 2016

A efemeridade da vida


E quando, num susto, percebemos que a vida é efêmera, mudamos nossos valores. Refletimos sobre as nossas atitudes...

Se soubéssemos que não teríamos mais tempo, seríamos mais tolerantes, mais pacientes, amaríamos sem reservas. Não deixaríamos as palavras presas na garganta.

A vaidade, a beleza que pode ser vista, a arrogância... Evaporam, deixam de existir... E de que valeu importar-se com tudo isso e se não deixarmos saudade, se não deixarmos um pouco do que somos às pessoas que passam pelo nosso caminho?

O amanhã não nos pertence, então que o nosso hoje possa ser digno de ser relembrado por alguém; que deixemos saudade do nosso caráter, da nossa integridade, das nossas boas ações, pois são essas coisas que ficam, as outras que nos envergonham devem ser enterradas quando o coração ainda pulsa, para que tire dele as correntes que tornam a vida pesada, para que o seu ritmo seja leve, mas cheio de intensidade para viver o tempo que ainda temos.

(Por Maria Cristina Gama)
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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

A nostalgia do Natal




Ah, como eu gosto de capuccino, às vezes vou ao shopping só para saborear um... Sim, eu tenho preferência, não se trata de propaganda, mas aquele do “Café do Ponto” é o melhor...

Eu estava na fila do caixa para pagar um capuccino “grande”, quando esbarrei em uma pequena árvore de natal que estava no balcão. Ela caiu no chão, separou-se em algumas partes, mas as bolas coloridas permaneceram intactas.

Neste instante, meus pensamentos perderam-se nas lembranças, na minha infância. Lembro-me do meu medo e cuidado para não derrubar aquelas bolas coloridas, pois elas quebravam e suas pontas espetavam os nossos dedos...

Era um medo gostoso, pois ali estava a família reunida, mexendo nos enfeites do natal passado e procurando os que ainda podiam ser aproveitados. Era uma surpresa atrás da outra, como, por exemplo, os cartões de natal que pendurávamos nas árvores, com mensagens de amigos e familiares.

Hoje, compramos tudo pronto: os enfeites das portas, as árvores montadas e até mesmo embrulhos que imitam presentes embaixo da árvore de natal... Isso me causou tristeza... A família também está assim,“artificial”, parece enfeite que olhamos na vitrine, lindo, colorido, mas “sem vida”, “sem amor”, “sem união”...

Mas ainda podemos ver algumas famílias reunidas em volta da árvore que, aos poucos, vai ganhando vida, cor, enfeites e sempre tem alguém brigando para ver quem vai colocar a estrela.

[...]

De repente, os meus pensamentos foram interrompidos pela atendente:
“Não se preocupe, não quebrou...”

Mal sabia ela, que eu queria que tivesse quebrado, abaixado para juntar os cacos, tentado arrumar, providenciado outros enfeites, feito alguma coisa... Mas, num piscar de olhos, lá estava a árvore, igual, pronta para ser derrubada por outra cliente desatenta.

O Capuccino? Saboreei bem devagar, observando a árvore gigante que colocaram lá no shopping e o movimento em sua volta: pais tirando fotos com os filhos...

Árvores digitalizadas para colocar no Facebook..

(Crônica de Maria Cristina Gama) - 12/12/2009
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sábado, 12 de novembro de 2016

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

O MISTÉRIO DE SER FLOR...




A primavera é segredo que vem de outra flor, do sopro mágico do vento, da leveza dos colibris, da natureza cheia de mistério e das asas de seres surpreendentes... A primavera existe para nos mostrar que de uma semente nasce uma flor, que ela abre caminho, procura a luz, estica-se, como uma reverência, e se abre, se derrama em pétalas de amor... E nós somos essa primavera a desabrochar: Antes semente. Ousados, descobrimos o mundo, nos abrimos e espalhamos o nosso perfume... E, se morremos, não viramos pó, teremos outros momentos para florescer, por isso, devemos nos sentir flor, ter a delicadeza, a beleza deslumbrante das cores e não ter medo de derrubar a primeira pétala... Pois seremos sempre semente e em cada primavera nascerá uma flor... Nunca a mesma...

(Maria Cristina Gama)
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sexta-feira, 16 de setembro de 2016

DEIXE PARA AMANHÃ O QUE GOSTARIA DE FAZER HOJE RS


 Quando começamos a questionar “Qual o sentido da vida”, creio que está na hora de pararmos um pouco e descansar... Talvez um pouco de lazer coloque sentido... Então, desligue-se, não agende nada, não marque nada, fique à toa, à toa... e Seja feliz!
(Maria Cristina Gama)
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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

EU E O TEMPO





Novamente o tempo, é com ele que eu brigo, é ele que eu amo e que não amo (usando de eufemismo), o tempo me sufoca quando me aperta e me enche de angústia quando fica muito longe. Eu não posso viver assim, presa no tempo, não gosto de relógios, não gosto de esperar e ser esperada. O tempo não respeita o meu tempo e não me revela o que existe no fim dele, a única coisa que o tempo me mostra é que ele não pode ser desculpa para a minha procrastinação, pois isso não é pela falta de tempo, mas por deixar se esgotar o último minuto, como se fosse possível caber dentro desse minuto todo o tempo que eu perdi. (Maria Cristina Gama)
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sexta-feira, 9 de setembro de 2016

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Pensamentos




“O amor não existe sem o pulsar de dois corações,
E quando um não pulsa, o amor morre.”
(Maria Cristina Gama)
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terça-feira, 30 de agosto de 2016

Pensamentos



“Um dia, quem sabe, eu seja apresentada a mim mesma e não serei mais uma estranha... Por enquanto ainda estou no período das descobertas.” (Meus pensamentos, By Maria Cristina Gama)


O PODER DA DECISÃO




Às vezes, é preciso esquecer-se de tudo, de tudo o que não vale a pena ser lembrado...
Mas, se fizéssemos isso, seríamos incompletos, pois somos um pouco de tudo que carregamos, um pouco de tudo que vivemos... A vida nos lapida, constrói novas silhuetas em nosso rosto, e coloca novos batimentos em nosso coração, temos de aprender a lidar com as nossas emoções e não deixar que pequenas coisas nos desalinhem.

Então, ao invés de esquecer, devemos ser gratos pelas oportunidades que nos são dadas, pois são elas que nos mostram novos caminhos, são elas que nos arrancam do lugar:  Oportunidades muitas vezes são confundidas com derrotas, nem sempre perder é algo ruim, pois quando insistimos, quando tentamos novamente, fortalecemos nossas escolhas, somos livres para decidir entre ficar ou correr, lutar ou morrer.

A linha de chegada nem sempre está à nossa frente, muitas vezes ela está dentro da gente, e ultrapassá-la é aceitar quem somos, nossos erros, nossas imperfeições, esse é o primeiro passo para a corrida, e exercitar-se é a prática que devemos buscar, até que tudo que não vale a pena ser lembrado, corra quente nas nossas veias, passe pelo nosso coração e passe a ser apenas lembranças do tempo em que estávamos aprendendo a andar.

Por Maria Cristina Gama